
Mais em sintonia com sua verdadeira natureza, James acaba ganhando o respeito de todos no acampamento. De todos, menos de Malone, que provoca um acidente que mata cinco pessoas e do qual James só escapa graças ao seu fator de cura.
Muito irritado, James finalmente encara Malone e o humilha, agindo como o Wolverine que todos conhecemos agora. Ao voltar para casa, porém, encontra Rose beijando Smitty, o que o deixa transtornado e o empurra ainda mais para sua faceta mais primitiva.
Enquanto isso, o avô de James, às portas da morte, arrepende-se do modo como tratou o neto e manda o "Cão" atrás dele.
O sexto e último capítulo, "Do Pó ao Pó", mostra o "Cão" - em busca de vingança - encontrando Rose e James no acampamento. Por causa da relação de Rose com Smitty, James começa a ficar cada vez mais distante de sua companheira.
Num campeonato de lutas no bar do acampamento, James é chamado pela primeira vez de Wolverine, graças à sua força e selvageria nos confrontos. James derrota Malone e só não vence Smitty também porque decide entregar a luta, dando ao amigo o dinheiro do prêmio, que vai permitir que ele e Rose saiam da pedreira e mudem de vida.
Depois das lutas, James é surpreendido pelo violento ataque do "Cão", que faz com que todas as más lembranças dos acontecimentos na mansão voltem à tona. Para defender-se, James revela suas garras na frente de todos e derrota seu inimigo.
Quando estava prestes a matá-lo, James acaba acertando Rose de forma acidental, perfurando o peito da amiga com suas garras. Totalmente devastado, James refugia-se nas montanhas canadenses e abraça o lado selvagem de seu ser, indo viver ao lado dos lobos.
A ótima história termina com o gordo Malone saqueando a cabana de James e Rose e queimando o diário que ela escrevia, o único registro de todos os acontecimentos vividos pelos dois.
***
Este número 3 de "Origem" começa com Rose lendo o poema "O Tigre", de William Blake, enquanto James caça uma presa ao lado dos lobos. A edição da Panini veio com um pequeno texto sobre Blake e a versão original do poema, assim como duas traduções diferentes para o Português(de José Paulo Paes e Augusto dos Campos). Posto agora a versão de Campos:
"O Tigre
Tigre! Tigre! Brilho, brasa
Que a furna noturna abrasa,
Que olho ou mão armaria
Tua feroz simetria?
Em que o céu se foi forjar,
O fogo do teu olhar?
Em que asas veio a chama?
Que mão colheu esta flama?
Que força fez retorcer
Em nervos todo o teu ser?
E o som do teu coração...
De aço, que cor, que ação?
Teu cérebro, quem o malha?
Que martelo, que fornalha o moldou?
Que mão, que garra...
Seu terror mortal amarra?
Quando as lanças das estrelas
Cortaram os céus, ao vê-las,
Quem as fez sorriu talvez?
Quem fez a ovelha te fez?
Tigre! Tigre! Brilho, brasa
Que a furna noturna abrasa,
Que olho ou mão armaria
Tua feroz simetria?"
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