Mais um poema de minha autoria:
"Por debaixo dessa ponte
Sob essa ponte antiga
corre mais que o rio:
correm promessas,
olhos cansados
que ainda acreditam.
Acreditam que o amanhã
aprendeu a ser gentil,
que as coisas ruins se cansam
e caem sozinhas
no fundo da noite.
Dia após dia,
o calendário insiste,
vira páginas,
fecha ciclos,
sussurra que já foi pior.
Tanta água seguiu seu caminho
por debaixo dessa ponte,
levando medos,
trazendo histórias,
polindo a dor.
E mesmo assim —
ou talvez por isso —
a alegria resiste,
a magia não se afoga,
fica,
esperando a próxima travessia."
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