Mais um poema de minha autoria:
"Desconfiança
Branca dorme a Antártida,
Sob um céu de cristal;
Mas o gelo guarda um rosto
Que jamais foi natural.
Já não basta ser amigo,
Nem compartilhar o pão;
Toda face pode ocultar
A máscara da traição.
O fogo torna-se esperança,
O frio, condenação;
Pois o inimigo não marcha:
Respira em cada irmão.
Quando a aurora enfim desponta,
Nada resta para crer;
A vitória é sobreviver,
Sem saber quem vai vencer."
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