8/07/2026

Poema

 Mais um poema de minha autoria: 


"A Balada do Andarilho


A noite cala os sinos,

A lua cobre o chão;

Surge um vulto sem passado,

Vestido de solidão.


Não conhece ira ou júbilo,

Não conhece compaixão;

Cada passo é uma sentença,

Cada sombra, uma prisão.


Foge o homem, treme a vila,

Fecha a porta em oração;

Mas nenhuma tranca impede

Sua eterna perseguição.


Quando o silêncio regressa,

Julga o mundo respirar;

Mas onde a noite for longa,

Ele tornará a andar."

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