Mais um poema de minha autoria:
"A Balada do Andarilho
A noite cala os sinos,
A lua cobre o chão;
Surge um vulto sem passado,
Vestido de solidão.
Não conhece ira ou júbilo,
Não conhece compaixão;
Cada passo é uma sentença,
Cada sombra, uma prisão.
Foge o homem, treme a vila,
Fecha a porta em oração;
Mas nenhuma tranca impede
Sua eterna perseguição.
Quando o silêncio regressa,
Julga o mundo respirar;
Mas onde a noite for longa,
Ele tornará a andar."
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