7/31/2026

Poema

 Mais um poema de minha autoria: 


"Um hino à dor e ao desejo


Abre-se o cubo em segredo,

Não pela força, mas pelo querer;

Toda ambição paga tributo

Ao que não devia conhecer.


Não há prazer sem cicatriz,

Nem glória sem condenação;

Os Cenobitas vêm em silêncio,

Reivindicar cada paixão.


Carne e espírito confundem-se,

Na liturgia da aflição;

O êxtase veste correntes,

E o medo, veneração.


Fecha-se o mundo dos vivos;

Abre-se outro, sem clemência.

Pois quem chamou o Inominável

Fez da dor sua permanência."

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