Mais um poema de minha autoria:
"Um hino à dor e ao desejo
Abre-se o cubo em segredo,
Não pela força, mas pelo querer;
Toda ambição paga tributo
Ao que não devia conhecer.
Não há prazer sem cicatriz,
Nem glória sem condenação;
Os Cenobitas vêm em silêncio,
Reivindicar cada paixão.
Carne e espírito confundem-se,
Na liturgia da aflição;
O êxtase veste correntes,
E o medo, veneração.
Fecha-se o mundo dos vivos;
Abre-se outro, sem clemência.
Pois quem chamou o Inominável
Fez da dor sua permanência."
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