Mais um poema de minha autoria:
"O Retorno à Natureza
Meu corpo, enfim, à terra foi devolto,
E em pó se fez sem dor ou resistência;
Mas algo em mim, já livre e solto,
Se diluiu na vasta existência.
Sou folha ao vento, rio que desliza,
Ou ave leve a cruzar o ar;
Não tenho forma, história ou divisa,
Mas em tudo começo a habitar.
Na chuva, no chão e na raiz profunda,
Sinto meu ser em transformação,
Num ciclo eterno que o mundo inunda.
Se a morte apaga a antiga noção,
Também recria, em nova grandeza,
O que se perde — e vira natureza."
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