5/07/2026

Poema

 Mais um poema de minha autoria: 

"O Esquecimento


Ninguém me chama, e já não sei quem sou,

Meu nome some em névoa rarefeita;

Aquilo que um dia me formou

Agora é sombra vaga e desfeita.


Não há dor, tampouco alegria,

Só um vazio que não chega a ferir;

É como um eco que, noite e dia,

Se cansa, aos poucos, de existir.


Talvez morrer seja ser apagado,

Um traço leve que o tempo desfaz,

Sem grito, sem fim declarado.


E quando não resta sequer o “mais”,

Quem pode afirmar, com precisão,

Se houve vida — ou só ilusão?"

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