Mais um poema de minha autoria:
"O Esquecimento
Ninguém me chama, e já não sei quem sou,
Meu nome some em névoa rarefeita;
Aquilo que um dia me formou
Agora é sombra vaga e desfeita.
Não há dor, tampouco alegria,
Só um vazio que não chega a ferir;
É como um eco que, noite e dia,
Se cansa, aos poucos, de existir.
Talvez morrer seja ser apagado,
Um traço leve que o tempo desfaz,
Sem grito, sem fim declarado.
E quando não resta sequer o “mais”,
Quem pode afirmar, com precisão,
Se houve vida — ou só ilusão?"
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