Mais um poema de minha autoria:
"O Julgamento
Ergui meus olhos — e nada havia
De tronos, chamas ou voz superior;
Mas cada ato, em clara sintonia,
Pesava exato em mim, com seu valor.
Não houve juiz, sentença ou decreto,
Nem céu aberto ou abismo a me tragar;
Só o reflexo, íntimo e direto,
Daquilo que tentei não encarar.
Cada gesto voltava à consciência,
Sem fuga possível ou negação,
Exigindo de mim a transparência.
Talvez o peso da própria ação
Seja o inferno que se constrói:
Ser quem se é — e saber quem se foi."
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