5/05/2026

Poema

 Mais um poema de minha autoria: 

"O Julgamento


Ergui meus olhos — e nada havia

De tronos, chamas ou voz superior;

Mas cada ato, em clara sintonia,

Pesava exato em mim, com seu valor.


Não houve juiz, sentença ou decreto,

Nem céu aberto ou abismo a me tragar;

Só o reflexo, íntimo e direto,

Daquilo que tentei não encarar.


Cada gesto voltava à consciência,

Sem fuga possível ou negação,

Exigindo de mim a transparência.


Talvez o peso da própria ação

Seja o inferno que se constrói:

Ser quem se é — e saber quem se foi."

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