Mais um poema de minha autoria:
"A Segunda Chance
Desperto, enfim, em nova matéria,
Sem lembrar do que já vivi;
Carrego apenas, em forma etérea,
Vestígios vagos do que esqueci.
Um gesto surge sem explicação,
Um medo antigo sem razão;
Talvez fragmentos do que passou
Guiem caminhos que nem sei onde vou.
Não sei se é dádiva ou punição
Recomeçar sem saber o passado,
Mas há beleza na imperfeição.
Se a morte é ponte disfarçada,
Então viver, mais uma vez,
É refazer o que já se fez."
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