Mais um poema de minha autoria:
"O Despertar Silencioso
Não houve dor, tampouco despedida,
Apenas um silêncio a me envolver;
Como quem dorme ao fim de uma partida,
Acordo em algo que não sei dizer.
Não há relógio, sol ou calendário,
Mas sinto o tempo em outro pulsar;
Um eco leve, vago e necessário
Que insiste em mim e me faz caminhar.
Não sei se vivo ou morto me defino,
Se sou memória ou resto do que fui,
Mas sigo um fio invisível e divino.
E mesmo sem saber para onde flui,
Caminho além do fim que me ensinou
Que a morte é só um nome que mudou."
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