Mais um poema de minha autoria:
"Insinuação
Ela atravessa o dia como um sinal
Que o corpo entende antes do pensamento;
Há no seu gesto um risco natural
De transformar silêncio em movimento.
Os olhos verdes guardam um portal
Onde o desejo aprende a ser lento;
Não ferem — chamam. E nesse ritual
O tempo esquece o próprio andamento.
Não se oferece inteira, nem recua:
Existe à flor da pele, exata e viva,
Como quem sabe o peso da insinuação.
Sua beleza não se impõe, flutua.
É menos chama e mais força ativa:
Um convite manso ao toque da intenção."
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