Mais um poema de minha autoria:
"Numa Tarde de Domingo
A vida escorrega
No sabão
No descuido
Tão frágil
O chão não perdoa
O corpo aprende
O sangue corre
Rápido
Vivo
Vermelho demais para um domingo
Desce pelo ralo
levando junto a tarde
A carne se parte
Abre-se
Revela o que há no interior
Nada volta inteiro
Nunca
Há um antes
e um depois
E, entre eles,
o estalo
Somos brisa
Somos quase
Somos queda contida
Vivemos por pouco
Por centímetros
Por um segundo distraído
Tão perto
Sempre tão perto
do fim."
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