3/07/2026

Poema

 Mais um poema de minha autoria: 


"De Volta ao Mar


Na grande urbe, a noite é chama ardente,

De néon e rumor tecida em turbilhão;

Lateja o chão em áspera vibração,

E o riso ecoa vão, frio e dolente.


Ali, cada alma erra, descontente,

Bebendo a luz que engana o coração;

Perde-se em turva e cega multidão,

Vendendo a paz num gesto inconsciente.


Mas longe, onde o vento é voz piedosa

E o mar murmura em lânguida harmonia,

Cessa o clamor da vida tormentosa.


No ermo, o tempo flui com outra valentia;

Entre rochedos nasce, silenciosa,

A força antiga de quem em si confia."

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