Mais um poema de minha autoria:
"De Volta ao Mar
Na grande urbe, a noite é chama ardente,
De néon e rumor tecida em turbilhão;
Lateja o chão em áspera vibração,
E o riso ecoa vão, frio e dolente.
Ali, cada alma erra, descontente,
Bebendo a luz que engana o coração;
Perde-se em turva e cega multidão,
Vendendo a paz num gesto inconsciente.
Mas longe, onde o vento é voz piedosa
E o mar murmura em lânguida harmonia,
Cessa o clamor da vida tormentosa.
No ermo, o tempo flui com outra valentia;
Entre rochedos nasce, silenciosa,
A força antiga de quem em si confia."
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