10/15/2017

Blade Runner 2049


Bom o filme "Blade Runner 2049"(2017, Dur.: 163 min, Dir.: Denis Villeneuve), que conta a história do policial replicante K(Ryan Gosling), que durante uma missão para "aposentar" um modelo antigo descobre um segredo que chama a atenção da corporação Wallace(responsável pela fabricação dos novos replicantes, que são bem mais humanos que os anteriores) e leva até Rick Deckard(Harrison Ford), que passou vários anos vivendo nas sombras para protegê-lo.

A produção segue o mesmo clima de suspense e busca existencialista do primeiro, inclusive mantendo uma música intimista e os planos longos e silenciosos, que impactam pelo visual extravagente. Os momentos violentos e sangrentos também estão lá, começando pela missão que abre o longa e terminando em uma extensa e exaustiva cena final, que traz K e Deckard lutando arduamente por suas vidas.


A pequena reviravolta do final funciona bem e é emocionante, assim como toda a relação que K estabelece com a holográfica Joi(a ótima Ana de Armas), que rende cenas belíssimas e é um dos pontos altos do filme. Todo o elenco entrega atuações convincentes, e merecem destaque as participações de Jared Leto(como o excêntrico empresário Niander Wallace), Dave Bautista(como o replicante Sapper Morton), Robin Wright(como a chefe de K) e Sylvia Hoeks(como a implacável Luv, replicante que faz o trabalho sujo de Wallace).

São mais de 2 horas e meia de duração, então não é um filme para os "fracos". O ritmo até que podia ser um pouco mais acelerado, mas a história é tão densa e consistente que não dá para criticar o estilo adotado, tanto aqui como no filme original.


Ambos são pérolas da ficção científica nos cinemas e exploram com perfeição as perguntas que todos costumam fazer: "qual é o nosso propósito?", "porque estamos aqui?", "o que acontece quando morremos?", "o que é o amor?", etc. As duas produções partem de uma premissa simples(a caça à "robôs rebeldes") e conseguem chegar à emoções e questionamentos(e respostas) bem complexas. Nota: 8,5.

* O primeiro filme("Blade Runner - O Caçador de Andróides"("Blade Runner") - 1982 - Dur.: 117 min., Dir.: Ridley Scott) destaca-se pela marcante trilha sonora(que, cá entre nós, é meio chatinha em alguns momentos) e pelo duelo entre os inspirados personagens Deckard(Ford) e Roy Batty(Rutger Hauer), lider dos quatro replicantes amotinados que são perseguidos pela polícia.


A "batalha final" entre Deckard e Batty é de tirar o fôlego e o filme ainda conta com belas participações de Sean Young(como Rachael, personagem que acaba sendo bem importante também para a continuação), Edward James Olmos e Daryl Hannah(como a replicante Pris). Nota: 8.

"Todos esses momentos se perderão no tempo como lágrimas na chuva. Hora de morrer”

Ana de Armas

A musa de hoje é a atriz cubana Ana de Armas, que brilhou intensamente no filme "Blade Runner 2049":


10/14/2017

Thor 1


Legal a primeira edição do gibi da "Thor", que trouxe histórias escritas por Jason Aaron e desenhadas(muito bem) por Russell Dauterman. Na trama, vemos Jane Foster lutando contra o câncer em sua forma mortal, uma batalha que torna-se ainda mais difícil quando ela transforma-se na Deusa do Trovão e acaba com todos os efeitos da quimioterapia em seu corpo.


Empunhando Mjolnir, Foster precisa ajudar os elfos luminosos, que tiveram seu reino invadido pelos elfos negros, em mais uma sinistra manobra de Malekith, que formou uma aliança com vários dos maiores inimigos de Thor, como Encantor, as Indústrias Roxxon, Laufey(o rei dos Gigantes de Gelo) e Loki(que voltou a ser maligno e termina o gibi pedindo para ter uma conversa com ela).

My Hero



10/13/2017

Negação


Bom o filme "Negação"("Denial", 2016, Dur.: 109 min., Dir.: Mick Jackson), que conta a história real de uma batalha no tribunal entre a historiadora Deborah E. Lipstadt(Rachel Weisz) e o escritor David Irving(Timothy Spall), que afirmava que o Holocausto não existiu e foi uma invenção dos judeus. O começo é meio chato, mas a sucessão de diálogos afiados e as boas atuações de Weisz, Spall e Tom Wilkison(que faz o advogado que representa Lipstadt na Corte) fazem a trama fluir e o final não decepciona. Nota: 7,5.


Novos Mutantes(trailer)


Gostei do trailer do filme dos "Novos Mutantes". Os cinco integrantes da equipe estão com um visual legal(com destaque para a Illyana Rasputin de Anya-Taylor Joy) e a história pelo jeito focará no terror, algo ainda não explorado nos vários filmes mutantes já feitos pela Fox. Se a produção aproveitar elementos legais das HQs como o Urso Demônio ou o Limbo(e seus habitantes malignos) tem tudo para ser um acerto. Os outros membros do time serão interpretados por Maisie Williams(Lupina), Blu Hunt(Danielle Moonstar, a Miragem), Henry Zaga(Mancha Solar, que quase não aparece no trailer) e Charlie Heaton(Míssil, bem caipira, como deve ser).




Mundo 93

Capa da revista "Mundo dos Super-Heróis" 93, que destaca a personagem Arlequina em seu dossiê:

10/12/2017

Ruínas


"Há mexicanos que acreditam que as monarcas são almas de crianças falecidas, retornando ao lar ancestral."

Gostei da graphic novel "Ruínas"(Jupati Books, selo da Ed. Marsupial), de Peter Kuper, que conta a história de George e Samantha, casal que deixa Nova York e vai para Oaxaca, cidadezinha turística do México que mudará as suas vidas para sempre. A trama trata de temas e problemas cotidianos e mundanos com muita poesia e a arte de Kuper casou de forma perfeita com os exóticos cenários mexicanos.

A graphic fala ainda de uma longa e penosa greve comandada pelos professores, que protestavam contra os desmandos cometidos pelo governador da região(tema com o qual me identifiquei bastante), e acompanha a épica migração de uma borboleta monarca, numa jornada que inicia no Canadá e termina - muito tempo depois - no México.

A relação entre George e Sam é muito bem construída, a HQ tem coajuvantes que acrescentam bastante à história e o final não desaponta e acaba sendo surpreendente(eu, pelo menos, esperava por um desfecho diferente do que é apresentado). Além de tudo isso, ainda há espaço para que a rica cultura mexicana seja bastante explorada. Recomendo!!!



Go Your Own Way




10/11/2017

Final Girl


Regular o filme "Final Girl"(2015, Dur.: 90 min., Dir.: Tyler Shields), que conta a história de Verônica(Abigail Breslin), uma jovem e misteriosa assassina que tem como missão enfrentar quatro psicopatas que caçam mulheres por diversão. O começo(que mostra a preparação de Veronica e a confusa relação dela com seu treinador(Wes Bentley)) é interessante, mas a parte final exagera na falação e fica devendo, apesar da boa atuação da bela e talentosa protagonista. Nota: 6.




Heróis

"Heróis: Professora Helley e o menino Lucas
(Autor: Cassius Rodrigues)

Na página do meu projeto Gibiblioteca, nas páginas de fãs e colecionadores de quadrinhos, nos games e filmes que gostamos desde criança exaltamos sempre os super-heróis e super-heroínas. Este ano mesmo chegou ao cinema um símbolo feminino, a Mulher-Maravilha, que desde os anos 1940 representa a força das mulheres. Bom, mas no mundo da fantasia, geralmente os heróis e heroínas têm habilidades ou super poderes fora do comum, usam roupas diferentes, com capas e armas.

Nos últimos dias, no entanto, surge uma história de uma professora em Minas Gerais que entra três vezes na sala de uma creche em chamas, no intento de salvar o máximo possível de crianças. Com 90% de seu corpo queimado, ela acaba não resistindo e veio a falecer. Sem poderes de regeneração, sem roupa especial, sem treinamento, sem capa, sem armas, mas com uma coragem que deixando três filhos sem ter a mãe para tentar ao máximo que outras mães tenham seus filhos. Deixando três filhos sem a mãe, mas com o maior exemplo de heroísmo que alguém poderia ter de um familiar, de um amigo, de um ídolo do cinema, da literatura fantástica, dos quadrinhos.

Naquele dia trágico em que um vilão incendeia a inocência, num ato indescritível de maldade, na hora de desespero dos indefesos, heróis entram em ação, e a professora Helley Batista se transformou numa Mulher Maravilha. Assim como Lucas Vezzaro de 14 anos, que também morreu ajudando a salvar os amigos na tragédia com o ônibus escolar em Erechim em 2004. Em reportagem da época, foi dito que mergulhava, nadava e tirava os colegas, até que em certo ponto não conseguiu voltar. Nunca esqueci isso! Lucas naquele dia se transformou enquanto pôde num Aquaman.


Lucas e Helley ganham homenagens, e seus nomes batizam escolas. Herói e heroína da vida real, que deram o sacrifício maior. Que deram sua vida por outros. Heróis e heroínas que não precisam entrar em guerra, nem matar, nem socar o inimigo. Que simplesmente salvam. Que protegem. Que retiram a criança do lugar perigoso. Que aliviam a dor e o sofrimento com seu conhecimento, com remédio, com alimento, com uma palavra amiga, com orientação, ao segurar sua mão, ao se preocupar. Ou simplesmente agir na hora em que é necessário! Enfermeiros, médicos e paramédicos, bombeiros, policias, professores que cuidam de nossos filhos, voluntários em lugares de guerra e miséria.

Teremos todos essa fagulha do heroísmo? Será que nosso instinto de sobrevivência permite que sejamos todos heróis e heroínas? Talvez não! Talvez nem sempre! Por isso mesmo exalto hoje esta mulher e relembro do valente menino! Não a conhecia, mas disseram Helley amava sua profissão e Lucas gostava de ajudar os amigos. Seus atos provaram! E não os esqueceremos! São heróis!"

Para saber mais:


https://www.em.com.br/app/noticia/gerais/2017/10/08/interna_gerais,906948/conheca-professora-que-morreu-salvando-criancas-na-creche-de-janauba.shtml



https://gauchazh.clicrbs.com.br/geral/noticia/2014/09/Familias-de-criancas-mortas-em-tragedia-de-Erechim-tentam-lidar-com-separacao-4603091.html

Excalibur


"Excalibur: Equipe de mutantes da Inglaterra ganhará HQ na iniciativa Legacy
(Fonte: Omelete)

Excalibur – a “filial” britânica dos X-Men – ganhará uma história na iniciativa Marvel Legacy em 2018. A Casa das Ideias confirmou Marc Guggenheim, Leah Williams e Alitha E. Martinez como equipe criativa por trás da HQ.

Rachel Summers, o Capitão Britânia, Meggan, Kitty Pryde e Noturno se reunirão nas páginas de X-Men Gold Annual #1.

“Desde o lançamento de ResurrXtion, os fãs estão se perguntando quando a equipe clássica de Excalibur voltaria. Com esse Annual, Marc, Leah e Alitha minuciosamente criaram uma carta de amor para série clássica que falamos até os dias de hoje”, afirmou o editor Chris Robinson.

Excalibur estreou em 1987 e, um ano depois, ganhou sua própria série. A capa de Annual é uma homenagem para primeira edição e foi desenhada pelo co-criador da equipe, Alan Davis."

10/10/2017

Doutor Estranho 1


Boa a edição 1 de "Doutor Estranho", a primeira revista mensal do mago supremo da Marvel no Brasil. Nas duas histórias da edição(produzidas por Jason Aaron e Chris Bachalo), Stephen Strange luta para libertar a bibliotecária Zelma Stanton de perigosas larvas mentais extradimensionais. Enquanto isso, uma perigosa ameaça ao mundo da magia aproxima-se cada vez mais da nossa dimensão e tudo indica que ela trará muita dor de cabeça para o Doutor. Aaron caprichou nas bizarrices e os desenhos de Bachalo funcionam muito bem em histórias como estas.

Pôsters

Mais pôsters legais, desta vez de séries de TV: