Mais um poema de minha autoria:
"Estrela
Morena, tens nos cabelos noite escura,
E a pele em ouro que o verão deixou;
Teu riso, ácido, de estranha formosura,
Desafia o mundo que jamais te decifrou.
Teus olhos guardam sombras de aventura,
Mistérios que nem mesmo o tempo revelou;
E há, no teu gesto, uma sutil loucura,
Que prende o olhar de quem te contemplou.
Estrela, brilhas sem pedir licença,
Com esse riso de insolente ironia,
Que faz da tua graça uma sentença.
E, quando a noite perde a luz do dia,
Teu vulto permanece na lembrança,
Negra estrela a incendiar minha poesia."
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